A MASSA BRANCA
É uma marca de objetos para mesa com design de artistas e profissionais da economia criativa que de uma forma simples e atual leva a arte para o dia a dia das pessoas.
Silvia Finotti, idealizadora da marca, faz a curadoria dos artistas e o desenvolvimento dos produtos. O design de cada coleção é desenvolvido pelos artistas que trazem suas inspirações e áreas de atuação para as peças. Faz parte do DNA da marca contar as historias dos artistas convidados através de suas peças desenvolvidas com exclusividade.
É casada com o artista plástico Celso Orsini, e vive em contato com o mundo das artes.
A marca começou com a paixão de Silvia pela gastronomia, fruto dos ensinamentos que sua mãe transmitiu: cozinhar é um gesto de amor, e estar à mesa com a família e os amigos é um momento precioso de prazer, união e alegria. Assim nasceu a Massa Branca: uma marca que reúne a experiência profissional e de vida, os ensinamentos ancestrais de família, e a vontade de servir uma mesa bem posta para apreciar as refeições.
CELSO ORSINI - artista plástico
Celso é reconhecido principalmente por seus trabalhos de pintura, óleo e tinta acrílica sobre tela e papel foi convidado para assinar a coleção de estréia da Massa Branca. Ele trouxe os fragmentos geométricos e tons de cores muito presentes em sua pintura para as peças em faiança e em porcelana.
Formado em desenho industrial pela FAAP, artista plástico desde 1985. Mais de 14 exposições individuais e 30 coletivas. Ganhou premio de melhor exposição e pintura em 1998 da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte.
Suas obras estão em acervos públicos do MAM – SP, MACS – Sorocaba, MAB – Museu de Arte Brasileira FAAP, Fundação Padre Anchieta, entre outros.
Consultor de artes plásticas através de treinamentos para empresas como Microsoft, Unilever, Natura, Pepsico e em escolas – Instituto Singularidades, Instituto Alana, Associação Barreiro, Escola Viva, Lourenço Castanho, Sidarta, Play Pen, etc.
L. FERNANDO ROCCO - arquiteto
L. Fernando Rocco que prima pela beleza e elegância em seus projetos foi convidado para assinar a segunda coleção. Rocco se inspirou nas linhas de um desenho cartesiano e linhas sobrepostas feitas no torno para os pratos em faiança e em porcelana. Alem disso o arquiteto fez o design dos descansos de travessa e de talher em granito rústico.
Arquiteto paulistano formado pela Universidade Mackenzie em 1980. Talentos são relativos, a vocação é absoluta: não se mede, se constata. Inefável, sua aura se faz notar: a presença da pessoa vocacionada provoca um impulso de entusiasmo.
Arquitetura não é só ofício é também arte, parte da cultura humana na qual bebe e para qual contribui. A vocação e o entusiasmos de Rocco alimentam-se necessariamente de seu conhecimento, de seu estudo interessado e amplo, entendida como o conjunto das obras que conformam o ambientes e a paisagem.
O segredo da boa arquitetura será, além de atender ao necessário, também atentar ao que excede, que não se pediu mas se espera: beleza, elegância, refinamento e qualidade – entes difíceis de definir, mas simples de perceber.
Prefacio do Livro do arquiteto, por Ruth Verde Zein, publicado em 2013.
SERGIO NICULITTCHEFF - artista plástico
Trouxemos a FIGURA para a terceira coleção e ninguém melhor que o artista plástico, doutor na área de Poéticas Visuais Sergio Niculitcheff que utilizou os mesmos temas da sua pintura nas peças.
Graduado pela Faculdade Belas Artes de São Paulo, Mestre em Artes Visuais pela UNESP e Doutor na área de Poéticas Visuais na UNICAMP.
Artista com atuação a mais de 30 anos no circuito das artes plásticas. Iniciou sua carreira como pintor nos anos setenta, tendo desde então exibido suas obras individualmente ou em mostras coletivas com significativas exposições no Brasil e no exterior.
Possui obras em acervo de diversos museus do país e em importantes coleções particulares. Além do trabalho artístico, dedica-se ao ensino e a arte-educação lecionando disciplinas ligadas a .linguagem pictórica.
ANDRÉ POPPOVIC - arquiteto e designer
O designer foi convidado para assinar a quarta coleção, uma linha de café da manhã. Fez também o design do pé de mesa em compensado naval revestido de formica que tem como base um prato de faiança removível.
Após muitos anos desenhando tipos à mão para apresentação de seus projetos gráficos, quando o exercício da atividade de design ainda não contava com os recursos tecnológicos sofisticados de hoje, André escolheu a família tipográfica Linotype Didot como “fonte de inspiração”, devido à sua grande importância histórica e pela admiração que tem por sua elegância, síntese e expressividade.
A família tipográfica Didot foi desenhada no final do século XVIII pelo tipógrafo francês Firmin Didot e teve grande importância para a consolidação das gráficas durante o século seguinte. Na segunda metade do século XX o tipógrafo suíço Adrian Frutiger, redesenhou a família para a casa Linotype, conferindo-lhe um aspecto mais moderno e a tornando-a em um importante ícone do design até os dias de hoje.
André Poppovic é arquiteto de formação e designer de profissão.
Além de sua consultoria de design,grafico exerce outras atividades paralelas, como design de mobiliário, escultura, gravura em metal, desenho, marcenaria, etc.
ALEX CERVENY - artista plástico
A sexta coleção é assinada pelo artista plástico Alex Cerveny, onde o apuro técnico é um denominador comum em suas obras. Alex já tem uma longa trajetória como artista e ilustrador. Em 2019, o Museu Lasar Segall realizou uma retrospectiva de sua obra gráfica e suas pinturas participam da exposição Nous Les Arbres, na Fundação Cartier em Paris. Outras exposições marcantes foram Os Muitos em Um (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2016); Homo Ludens (Galeria Luisa Strina, São Paulo, 2016); Desenhos de Ilustração (Estação Pinacoteca, São Paulo, 2005); Panorama da Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1995) e 21a Bienal Internacional de São Paulo (1991), entre outras.
Alex não se prende a uma única técnica ou matéria, estão presentes em sua obra, desenhos, esculturas, pinturas, bordados, colagens, cerâmicas, fotografias e gravuras. Como resumiu o artista. “Eu me sinto mais um escritor que escreve imagens, me sinto mais um cronista que um artista ”
“Para a Massa Branca, fiz uma seleção de desenhos de meu acervo pessoal. São obras reunidas para formar um conjunto de peças de mesa devido às suas características poéticas e gráficas. Em sua maior parte, são figuras mitológicas e portadoras de poderes mágicos como sereias, anjos, apsaras e valquírias. Os desenhos foram redimensionados e aplicados sobre objetos de vidro e cerâmica escolhidos especialmente para a coleção, objetos carregados de beleza e praticidade. ”
O tema da coleção é " Os 4 elementos e o homem". Todas as peças da coleção remetem ao tema.
JOANA STICKEL - artista plástica escultora
Joana Stickel assina a sétima coleção, graduada em Artes Plásticas, com especialização em escultura.
A inspiração para o desenvolvimento da coleção, vem de sua paixão pelos insetos e animais que além de ter uma importante função no equilíbrio da natureza, tem formatos e texturas que a artista ama trabalhar em suas esculturas e desenhos.
A coleção tem muito desse trabalho escultórico da artista através de vasos, assim como a precisão e delicadeza de seus desenhos na linha de porcelana e na transparência de taças e copos.
Em diferentes culturas, certas espécies têm sido associadas a uma habilidade ou poder. Muitas vezes, temos algumas superstições relacionadas aos insetos e animais. Você pode ter várias imagens deles em sua casa, através das coleções “Insetos e Animais da sorte”.
§ Abelha – prosperidade com disciplina
§ Escaravelho – renovação com sabedoria
§ Joaninha – felicidade com sorte
§ Libélula – coragem com elegância
§ Cobra - cura, renovação, sabedoria e sensualidade;
§ Elefante - Longevidade, inteligência e força
§ Peixe dourado: felicidade, fartura e prosperidade
§ Touro - fertilidade, sexualidade, poder e proteção
ARTUR LESCHER - artista plástico
Expoente da arte contemporânea brasileira, Lescher participou das edições de 1987 e 2002 da Bienal de São Paulo, da edição de 2005 da Bienal Mercosul em Porto Alegre, expos em diversas mostras da America Latina, Europa e Estados Unidos.
Suas obras fazem parte de acervos de importantes museus como Malba em Buenos Aires, Museum of Fine Arts Houston, Museum of Art Filadélfia, Pinacoteca e MAM de São Paulo, entre outros.
A obra de Artur Lescher marca presença na arte contemporânea brasileira com instalações, esculturas e objetos que ocupam espaços com leveza, força e fluidez.
Todos os trabalhos são originarios de seu caderno de desenhos, e alguns deles foram selecionados por Artur para ilustrar esta coleção.
Ao desenvolver a série, a marca transportou seus pêndulos para peças utilitárias.
A leveza das obras é representada em peças de cerâmica tabaco com a imagem de um de seus pêndulos em cores suaves ton sur ton.
São pratos de três tamanhos, vaso e luminária.
A coleção conta ainda com taças de cristal Bohemia para vinho branco, tinto e espumante que levam a figura de onze pêndulos individuais flutuantes.
MARIA EUGENIA LONGO - Ilustradora
Maria Eugenia Longo Cabello Campos ilustrou mais de 100 livros, para crianças e adultos, ganhando prêmios no Brasil e no exterior, como o Bologna Ragazzi Award em 2001 , o White Ravens em 2004 e Jabuti . Participou de várias exposições e anuários , assim como de residencias artisticas na Inglaterra, França, alem de ter participado da oficina da UNESCO-IBBY –Bratislava em 1999.
Foi colaboradora da Folha de São Paulo e de muitas outras publicações e hoje em dia alem de varios outros trabalhos ilustra a newsletter da Joyce Pascowitch.
Nascida na cidade de São Paulo, desde cedo descobriu sua paixão pelo desenho, e o que era uma simples vocação, tornou-se uma carreira.
Maria Eugenia desenvolveu alguns desenhos especialmente para esta coleção. São nadadoras com um quê de retrô que faz parte de seu repertório influenciado por sua paixão por cinema, especialmente filmes antigos.
O resultado ficou lindo e delicado, suas personagens nadam soltas e sem destino pelas peças de porcelana como boleiras, pratos de varios tamanhos, canecas, xicaras, travessas, taça e copo de vidro, luminaria, vaso e cachepôs de varios tamanhos de cerâmica. Vale a pena conferir!
MANOEL VEIGA - Artista plastico
Manoel vive e trabalha em São Paulo (SP). Graduado em Engenharia Eletrônica pela UFPE e após quatro anos trabalhando em fábrica com automação industrial passa a dedicar-se às Artes Plásticas. Estudou na Escola Nacional Superior de Belas Artes e na Escola do Louvre em Paris, França. Em São Paulo, estudou com Rodrigo Naves, Leon Kossovitch, Carlos Fajardo e com Nuno Ramos.
Realizou mostras em instituições e galerias pelo Brasil e exterior. Tem obras em coleções públicas nacionais.
Foram publicados três livros sobre sua obra e 2 documentários realizados pela Revista Bravo e pelo Canal Arte 1.
Sobre o trabalho do artista
Ao longo do seu trabalho como artista visual, as conexões entre arte e ciência estiveram sempre presentes, tanto em seu aspecto conceitual quanto prático/construtivo.
Nas pinturas abstratas sobre tela ou papel, fenômenos da natureza (difusão, gravidade, capilaridade, etc.) são utilizados como ferramentas de construção, num procedimento técnico bem estruturado, mas que contém certa medida de acaso. Há pouco uso do pincel, o direcionamento do fluxo de tinta é feito de forma indireta.
Na série Matéria Escura o ponto de partida são imagens das pinturas de Caravaggio, uma referência para Veiga pelo seu uso do espaço, incluindo e ativando o “vazio”, o intervalo entre personagens, objetos e arquitetura. As suas cores são eliminadas e é apagado tudo o que não seja roupas e panejamentos. O título refere-se a um novo tipo de matéria que não interage com a luz. Sua presença é inferida pelo efeito gravitacional causado por ela sobre a matéria visível. Transpondo esse raciocínio, a matéria escura de Manoel Veiga é percebida pela curvatura dos tecidos.
Sobre as peças da Coleção Manoel Veiga: A fluidez das telas abstratas é representada em peças de porcelana e taças da Cristais Boemia e a série Materia Escura em peças de ceramica de barro negro.